Ensino Secundário
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O carácter do ensino secundário é diferente dos anteriores, agora a competição entre alunos é maior, segundo os seus objectivos de vida, assim como há uma maior exigência a nível dos saberes. Portanto, o colégio prima por um acompanhamento próximo ao aluno, para que este ultrapasse as suas ansiedades e dificuldades, proporcionando assim as condições necessárias ao seu sucesso. Sempre com a ideia de dar uma identidade própria a este nível de ensino integrando os alunos na vida no Colégio e não deixando que vejam o ensino secundário como um mero “corredor de passagem”, mas preparando-os para da melhor forma enfrentarem a última etapa do seu percurso escolar, a universidade.

Para que no final de ciclo tenham adquirido e desenvolvido as seguintes competências:

- Actuar de forma autónoma, gerindo pessoalmente e de forma eficaz os seus objectivos, iniciativas e opções;

- Ser capaz de desempenhar papéis sociais em contextos diversos, compreendendo a interacção com a perspectiva dos outros;

- Comportar-se no quadro das regras sociais que analisa e compreende criticamente;

- Estabelecer relações interpessoais satisfatórias de diversos tipos: afecto, respeito, confronto, cooperação;

- Praticar deliberadamente o diálogo e a busca de soluções consensuais para os conflitos;

- Revelar ter consolidado uma cultura pessoal integradora que lhe permita reflectir com as realidades do mundo actual, nas suas múltiplas dimensões;

- Dominar competências de natureza técnico-científica que o habilitam a intervir com eficácia numa sociedade crescentemente marcada por uma cultura tecnológica;

- Dominar competências de acesso/aplicação de informação, nas suas diversas modalidades;

- Revelar capacidade de reconversão, actualização e incorporação de novos elementos, face a novas situações ou necessidades;

- Revelar capacidade de adaptação e actualização das competências técnico-científicas adquiridas, face à rápida progressão das tecnologias do mundo actual;

- Revelar ter desenvolvido uma perspectiva de responsabilização face aos problemas da sociedade a que pertence;

- Assumir juízos de valor pessoais sobre factos, pessoas, situações, fundamentais num sistema de valores próprio e coerente;

- Reconhecer a importância de princípios e valores universalizantes na convivência social e política;

- Manifestar respeito, abertura e capacidade de diálogo face a perspectivas e valores diferentes dos seus.

 

Nicolau
 
Querido Pai Natal, eu sei que o ano tem sido difícil! A crise afecta-nos a todos e bem sei que tens passado dificuldades para poderes alimentar o Rodolfo e os seus irmãos, mas diz-me Nicolau:
O que achaste de 2009?
- Achas que os políticos se portaram bem?
- Achas que o Porto foi um justo campeão?
- Achas que o Cristiano Ronaldo foi um Justo “Melhor do Mundo”?
- Diz-me Nicolau: Achas que o Homem esteve bem em 2009?
Eu, sinceramente, acho que não. 2009 foi mais uma prova de que cada pessoa precisa de um mundo só para si. Um mundo em que possa governar, ordenar e mostrar-se aos outros e refilar com tudo o que se passa sem se dar ao trabalho de encontrar as soluções necessárias. Um mundo para cada egoísta que anda por cá. Um mundo onde possam fazer as suas próprias guerras imorais e fúteis. Guerra para decidirem quem fica com o Kosovo ou para verem quem vai explorar a perfurações petrolíferas de um qualquer xeique árabe.
Na realidade seriam necessários seis biliões de pequenos mundos onde cada um se pudesse vangloriar de ser o mais rico, o mais inteligente ou o mais bonito. Mundos que estivessem suficientemente perto uns dos outros para poderem mostrar as suas moradias, os seus plasmas de 950 polegadas ou as suas jóias de ouro de 750 kilates.
Na verdade, Nicolau, queria que desses ao mundo um pouco mais de bom senso, de solidariedade e de bondade.
- Olha Pai Natal! Esquece…deixa estar… as pessoas que vivem neste mundo não merecem a tua atenção e por isso em nome destes seis biliões de perdidos peço-te um mundo novo. Um Mundo sem poluição, se empresas, sem cidades, sem prédios. Apenas um mundo com terra e água onde possamos começar de novo, para ver se aprendemos com os nossos erros.
 
Texto de um aluno do 9º Ano para Festa de Natal de 2009
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